Revista Cobertura | Edição 171 - page 14

fevereiro2016
14 revista cobertura
E
m se tratando de danos am-
bientais, os riscos são os mais
diversos, e os produtos de se-
guro destinados a este fim foram lan-
çados há praticamente cinco anos.
Quando comparado 2015 com 2011,
o volume de prêmios do ramo am-
biental mais do que triplicou e o nú-
mero de seguradoras que passaram
a atuar neste segmento mais do que
dobrou, segundo a Susep (ver Box).
“Ainda que seja uma carteira pe-
quena comparada a outros ramos, a
procura pelo seguro ambiental tem
crescido de forma significativa nos
últimos anos, nos diversos segmen-
tos em que atende. Não apenas para
a contratação em si, mas também por
um entendimento detalhado do pro-
duto”, diz Nathália Gallinari, gerente
de Seguro Ambiental da AIG Brasil.
Segundo ela, a exigência em di-
versos tipos de contratos, financia-
mentos e concessões também é uma
realidade que tem contribuído para
o crescimento desse mercado, alia-
da às obrigações regulatórias e cons-
tante evolução da legislação am-
biental brasileira. “No segmento de
transporte, por exemplo, tem sido
muito comum pelos embarcadores
exigência das apólices de seguro
ambiental aos transportadores”,
acrescenta.
Para Márcio Guerrero, superin-
tendente de responsabilidade civil
da HDI-Gerling e presidente da Co-
missão de Responsabilidade Civil
da FenSeg, o seguro ambiental no
Brasil já é uma modernidade. “Mais
recentemente, tornou-se uma cartei-
ra independente”, diz, referindo-se
à circular Susep nº 455, de 2012. No
grupo de responsabilidades, o RC
Riscos Ambientais está no ramo 13,
antes, suas operações eram informa-
das no Ramo RC Geral.
Ele também comenta que em 2010
quatro seguradoras operavam neste
ramo, hoje são nove, e mais três ou
quatro têm produtos desenvolvidos
internamente. “A demanda é cres-
cente, mesmo que o mercado não
tenha tido crescimento expressivo
entre 2014 e 2015. Porém, vivemos
uma época de certa retração e o in-
vestimento em novas apólices fica
represado por parte de alguns consu-
midores o que, aliás, é um erro, pois
em momento de crise a proteção ao
patrimônio se torna mais necessária”.
Em números, o ramo ambiental
somou pouco mais de R$ 42 mi-
lhões em prêmios emitidos, entre
2014 e 2015, abaixo dos R$ 52,1
milhões registrados no período an-
terior. Nestes números (fonte Su-
sep) encontram-se as apólices de
transportes e de obras, bem como as
plurianuais. “No ramo ambiental é
comum ter apólices plurianuais que
neste momento podem distorcer os
valores, como de 2014 para 2015 de-
monstrando uma retração, o que não
é fato”, esclarece Guerrero.
Dano ambiental e catástrofe natural
Cristiane Alves, presidente da As-
sociação Brasileira de Gerência de
Riscos (ABGR), esclarece que dano
ambiental tem um significado dife-
Considerado um produto novo, seguro ambiental cresce e tem um longo caminho pela frente
Por Karin Fuchs |
Brasil
seguros&riscos
1...,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13 15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,...28
Powered by FlippingBook