Revista Cobertura | Edição 171 - page 16

fevereiro2016
16 revista cobertura
domínio residencial pode ter sido
construído em uma área contami-
nada e, pela legislação, quem a usa,
desfruta e explora é responsável por
ela, pela limpeza e conservação do
local. Não se pode negar omissão
dos fatos para se isentar”.
Mitigação
Segundo Cristiane Alves, de for-
ma geral, a gestão de risco no Bra-
sil é nova e a consciência de risco
é algo que precisa ser bastante exer-
citado pelo brasileiro. “Caso con-
trário, ele não percebe que o risco
existe em diversas atividades, e a
gestão de risco ambiental passa pelo
mesmo problema, com o agravante
de ser um tema ainda mais novo
não só no Brasil. E no País vamos
encontrar empresas realmente com-
prometidas com o cuidado ambien-
tal e outras que ainda precisam se
esforçar mais”.
Guerrero também compartilha
que o seguro ambiental no Brasil é
recente. “Mas caminhamos rapida-
mente e os grandes sinistros e a atu-
ação dos órgãos governamentais têm
ajudado na evolução rápida. Acio-
nistas e investidores internacionais
também cobram a gestão por parte
Descarte de sucatas
Especificamente no segmento de seguro de automóvel,
Fabio Frasson, superintendente de Negócios Auto da
Porto Seguro, comenta que tanto no Brasil quanto em
qualquer outro país, os riscos relacionados ao mau geren-
ciamento sobre descarte de sucatas pode ocasionar a con-
taminação de áreas de mananciais, solo e lençóis freáticos.
“E o descarte inadequado pode ser meio para proliferação do
mosquito da dengue, um problema atual e sério em nosso País”, acrescenta.
Ele cita que um carro reciclado deixa de emitir 3.700 kg de CO2, equivalente ao que
sete árvores neutralizariamdurante toda a sua vida. “Atualmente, a Renova Eco Peças
recicla cerca de 200 carros por mês. Ameta é chegar a 1,5mil veículos/mês”, diz.
Segundo ele, em diversos países essa prática já existe há muitos anos. “Nos
Estados Unidos, por exemplo, uma empresa de reciclagem recebe cerca de 600
mil veículos por ano. No Japão, onde a reciclagem é obrigatória, há o reaproveita-
mento de cerca de 3,6 milhões de veículos anualmente, com grande parte de
peças destinada à exportação”, compara.
Frasson defende que a regulamentação do setor de reciclagem e desmontagem de
veículos abre oportunidades para um futuro promissor no setor de seguros. “A Susep
já estuda a aprovação de um produto que permita a utilização de peças de reuso com
procedência e garantia. Um seguro com estas características, se aprovado, será um
incentivador da reciclagem automotiva impulsionando um processo sustentável no
setor. Além de mitigar riscos ambientais, proporciona a inclusão social e pode desen-
volver novos negócios para aquecer outros setores da economia”.
Papel social
No terremoto que
abalou a costa nor-
deste do Japão, em
11 de março de
2011, vitiman-
do 15, 828 mil
pessoas compu-
tadas até o dia
23 de outubro do
mesmo ano, pelo Ins-
tituto de Pesquisas Geográficas,
mais do que registrar 16, 824 mil
notificações de seguro em apenas
uma semana – no grande terre-
moto de Kobe, em 1995, foram 16
mil registrados –, a Tokio Marine
montou a Força-tarefa de Geren-
ciamento do Desastre, em apenas
uma hora após o abalo inicial.
Centenas de pessoas, entre cola-
boradores e corretores, uniram-se
em torno de um objetivo comum:
ajudar as vítimas do terremoto.
Em pouco tempo, a companhia
criou um web site de informações
para corretores locais e um Centro
de Informação de Danos do Terre-
moto. Também foram anunciadas
medidas especiais para segurados,
como procedimentos para renova-
ção e moratória de dois meses
para o pagamento de prêmios, en-
tre outras ações.
das empresas; bancos e investidores
contribuem para uma evolução rápi-
da, pois de acordo com a legislação
também são responsáveis solidá-
rios”, informa.
Em paralelo, está a evolução das
ferramentas de gestão de riscos
ambientais. “Mitigação e gerencia-
mento de riscos são procedimentos
analisados na própria subscrição
da apólice, e hoje existem diversas
ferramentas de gestão de riscos am-
bientais disponíveis para as empre-
sas, desde certificações e programas
específicos (ISO 14001, LEED, SAS-
SMAQ, Análise do Ciclo de Vida de
Produtos, entre outras), até as pró-
prias apólices de seguro ambiental,
consideradas importantes ferramen-
tas de gestão de riscos”, conclui Na-
thália Gallinari.
Nathalia Gallinari
AIG Brasil
Fabio Frasson
Porto Seguro
Brasil
seguros&riscos
1...,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15 17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,...28
Powered by FlippingBook