Revista Cobertura | Edição 171 - page 18

fevereiro2016
18 revista cobertura
N
otícias de atentados terro-
ristas pelo mundo chegam
em tempo real pela im-
prensa e mídias sociais. Entre os
mais marcantes e recentes, o de
11 de setembro, em 2001, que der-
rubou as torres gêmeas do World
Trade Center, em Nova Iorque, e
o ocorrido em novembro passado,
em Paris, onde vários pontos da
cidade foram atacados.
Rapidamente as vítimas são aten-
didas e o governo disponibiliza re-
cursos sociais e de segurança para
vítimas e população. Tais questões
reluzem para a atuação do mercado
segurador nesses países em casos de
terrorismo e se o Brasil está prepa-
rado e amparado pelas seguradoras
e resseguradoras.
Segundo o diretor internacional
da MDS, Jacques Goldenberg, há
cobertura para terrorismo no Brasil,
mas ela é acessória e muitas vezes
excluída dos contratos. “Hoje, a
cobertura de terrorismo no Brasil
existe e é dada caso a caso, mas não
é uma cobertura normal, automáti-
ca. Muitos contratos de seguros ex-
cluem o terrorismo. Existe no mer-
cado, mas depende da quantidade,
da situação do momento do país e
também da capacidade do mercado
de oferecer um limite”, esclarece.
Os itens segurados e os parâme-
tros da apólice devem ser avaliados,
principalmente em grandes eventos,
como as Olimpíadas, pois há cober-
turas que são discutíveis. “Cobrirá
terrorismo, mas de que forma? As
instalações do estádio já estão segu-
radas, cobrir acidente pessoal ou de
vida das pessoas que irão participar
é obrigatório, mas a cobertura para
responsabilidade civil é discutível,
porque eu pergunto: de quem é a
responsabilidade se alguém entra
no estádio, e se explode, por exem-
plo? Isso depende muito do tribunal
e do juiz”, pondera Goldenberg.
O diretor técnico da Yasuda Ma-
rítima, João Carlos França de Men-
donça, explica como podem ser
algumas coberturas. “Geralmente,
a cobertura de terrorismo, quando
disponibilizada pela segurado-
ra, pode ser contratada como um
adicional nos seguros de
property
,
cobrindo danos materiais e lucros
cessantes. Os danos corporais po-
derão ser cobertos pela apólice de
responsabilidade civil do estabe-
lecimento segurado. A cobertu-
ra de terrorismo, se incluída em
apólice, estará vinculada a quem é
atribuída a responsabilidade obje-
Brasil
novos riscos
Especialistas explicam qual o cenário do mercado segurador nessa questão
Por Tany Souza |
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