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É preciso reduzir desperdícios e encontrar soluções para a saúde suplementar

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28/11/2016 – REVISTA COBERTURA MERCADO DE SEGUROS

É preciso reduzir desperdícios e encontrar soluções para a saúde suplementar

Paciente no centro das decisões e informação unificada são caminhos discutidos

Por Tany Souza

Uso excessivo de médicos e pedidos de exames exagerados mostram que é preciso informar o consumidor de saúde suplementar para que ele saiba escolher e usar seu plano de saúde adequadamente, para que o sistema tenha como sobreviver. Esse foi um dos motes da palestra do 2º Fórum da Saúde Suplementar, realizado, no Rio de Janeiro, pela FenaSaúde.

O diretor do Instituto de Acreditação e Gestão em Saúde (IAG Saúde) e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Renato Camargo Couto, mostrou estudos que ressaltam a necessidade de que é preciso trazer resultados do desempenho assistencial, os custos, a satisfação do usuário e os tratamentos disponíveis com informação de qualidade, de forma independente, acessível e compreensível. “Temos que apresentar os dados sem termos técnicos e médicos. Temos que dar a informação para empoderar o usuário”, afirmou.

Além da informação correta, é vital também que o consumidor esteja no centro do tratamento médico. O coordenador de estudos do Hospital Pró-cardíaco, André Volschan, apresentou a campanha choosing wisely, que significa ‘escolher sabiamente, que altera a relação médico-paciente, valorizando o diálogo entre os dois atores do sistema, colocando o paciente no centro da decisão. “O choosing wisely tem como objetivo ser mais efetivo na solução do problema e acaba contribuindo para evitar os desperdícios”, explicou.

Nos cálculos dos prestadores de serviços, 30% dos recursos da saúde são consumidos pelo desperdício. Para o superintendente do Hospital do Coração (HCor), Ary Ribeiro, é necessário liberar recursos saudáveis para o sistema poder funcionar. “Através da transparência, iremos induzir a melhoria na qualidade do serviço. Se melhorarmos a entrega para o paciente, temos que informar. A publicação de dados melhora o resultado de quem presta serviço porque gera o orgulho profissional e uma competição saudável”, afirmou.

Para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a questão da informação é um dos papéis indutores de mudança para o setor. “O uso da informação se faz necessário. A ANS ainda está no estágio de dados administrativos. Precisamos ampliar a qualidade. A Agência tem trabalhado na padronização, unificação e, ao mesmo tempo, disponibilizando essas informações para que o setor possa avaliar”, disse a gerente de padronização e interoperabilidade da ANS, Marizélia Leão Moreira. A meta é divulgar as informações de prontuário no final do primeiro semestre de 2017. Os dados estão sendo padronizados para a construção de base.

Os modelos de pagamento também foram contestados. O fee for service, pagamento por serviço prestado, foi apresentado como um sistema que recompensa o uso excessivo de recursos, não reconhece as variações de resultados assistenciais e nem dá transparência para os resultados.

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