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Coface assume 75% do controle da SBCE

11/04/2008 - GAZETA MERCANTIL

Coface assume 75% do controle da SBCE

Finalmente a Coface (Compagnie Française d''Assurance pour le Commerce Extérieur) resolveu o imbróglio da SBCE (Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação). A negociação de compra de participação acionária de quatro seguradoras privadas sócias - Unibanco, Bradesco, SulAmérica e Minas Brasil -, se arrasta há dois anos.

Ontem, Jérôme Cazes, CEO mundial do grupo, que passa esta semana no Brasil para resolver esta pendência e participar de um evento do grupo para divulgar o seguro de crédito interno, assinou o acordo. "Mas o Brasil é um País complexo. Por isso não posso dar como certa a finalização do negócio. Assinei hoje (ontem) o documento já lido por todos. Acredito que a negociação tenha sido concluída", diz ele, durante entrevista concedida à Gazeta Mercantil.

Sem revelar valores, Cazes informa que a Coface tem 75% do controle da SBCE e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Banco do Brasil detêm 12,08% cada um. Segundo fontes do setor, a Coface pagará aproximadamente R$ 10 milhões pela aquisição.

Fora este investimento, o grupo deseja comprar uma empresa de recuperação de crédito, atuar no mercado de securitização, de leasing e ainda ser correspondente do banco francês de atacado Natixis. "As notícias serão dadas na medida que os negócios forem concretizados", diz.

O foco do grupo agora está em consolidar a operação das duas seguradoras brasileiras, uma de crédito interno, Coface do Brasil, e a de crédito à exportação, SBCE. Fernando Blanco, presidente da Coface do Brasil, irá concentrar as duas operações, que apesar de consolidadas serão mantidas separadamente por exigência da legislação local. "O mercado de seguro de crédito poderá ser multiplicado por sete no prazo de dez anos", prevê Blanco, que administra 70 clientes com R$ 20 bilhões em limite de crédito concedido.

Segundo a Susep, o volume de seguro de crédito decresceu 3,3%, para R$ 545 milhões em 2007, contrastando com o período em que vários setores da economia brasileira apresentaram crescimentos recordes. No mundo, diz Cazes, o seguro de crédito cresceu a taxas superiores a 20% nos últimos cinco anos. "Quando tudo vai bem, ninguém prioriza o risco. Mas agora é um ótimo momento de divulgar o seguro, pois a crise internacional trouxe à tona que o risco de inadimplência existe."

A crise de inadimplência das hipotecas nos Estados Unidos (subprime) reduziu o apetite dos bancos por emprestar, o que aumentou o risco de não pagamentos por parte das empresas. E é aí que entra o seguro de crédito, para honrar tais compromissos e dar fluxo ao dia a dia das empresas. A seguradora de crédito indeniza o segurado e tenta recuperar o crédito enquanto seu cliente mantém o foco em seu principal negócio. "É esta cultura que queremos desenvolver no Brasil, mostrando que é um investimento de fração, como em alguns caso de 0,2%, 0,8%, sobre o volume de crédito para garantir a solvência da companhia", diz ele. Problemas com não recebimento é a causa de uma em cada cinco falências, acrescenta.

O preço do seguro de crédito no Brasil não sofreu qualquer aumento. Pelo contrário. Deve até mesmo registrar queda pela concorrência e também porque a Coface elevou para A4 o rating do País, que, segundo ele, é o primeiro degrau do "investment grade" dentro da classificação feita pelo grupo nos países onde tem negócios. "Os bancos brasileiros não cometeram os erros dos bancos americanos", comenta o CEO, que administra uma carteira de 120 mil clientes em todo o mundo, com EUR 500 bilhões em volume garantia de crédito concedido.

Nos Estados Unidos, onde as baixas contábeis com o subprime chegam a US$ 245 bilhões, segundo a Bloomberg News, e também México e Canadá, o preço do seguro de crédito subiu 10% no primeiro trimestre deste ano, informa Cazes. "O preço teve um acréscimo bem menor do que os sinistros, que evoluíram 50% no primeiro trimestre do ano, porque temos mecanismos eficientes de controlar o risco", afirma. Essa situação fez com que a Coface reduzisse o rating de risco dos EUA de A1, o topo da lista, para A2, no final da março.

 
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